VANTAGEM COMPETITIVA

Uma vantagem competitiva é, basicamente, a faculdade que alguém tem, de obter um melhor resultado em relação ao outro nas mesmas condições, quer por esforço próprio, quer por atributos próprios. Isso que significa que a vantagem depende (quase) sempre daquele que a tem. Ela pode ser a inteligência, a criatividade, a produção, a embalagem, a estratégia de marketing, e um sem fim de domínios.

Por exemplo: o João gosta da Maria e da Antônia. E, além disso, gosta muito de funje. Ele quer escolher uma das duas para ser sua esposa, mas irá escolher aquela que o melhor funje fizer. Neste ponto, a Antônia faz um funje de forma mais rápida e sem bolas. Já a Maria, faz devagar e mesmo assim, sai com bolas. Além disso, Antônia também tem atributos físicos que o João não dispensaria por nada. Assim, a Antónia possui duas vantagens competitivas sobre a Maria, sendo uma, fruto de um aprendizado, talvez com a sua mãe ou alguém da família, e a outra, de forma natural. Bom, deixemos o João e as senhoras resolverem a sua vida e falemos da vantagem competitiva de forma prática.

Vantagem competitiva no tempo de Covid-19, é a faculdade que a China tem, de estar quase a 100% livre da pandemia, enquanto os outros países concorrentes directos na economia mundial, ainda estão em confinamento. A China pode produzir em pleno, e inundar os outros mercados com seus produtos, enquanto os outros mercados concorrentes não conseguem responder em pé de igualdade. Vemos aqui uma vantagem competitiva que é decorrente de dois factores: a capacidade de produção da China, e o contexto.

Prosseguindo, poderíamos também dizer as populações dos diferentes continentes, estão numa espécie de ‘concorrência’ perante a pandemia do Covid: os países com uma população muito jovem, estão em vantagem em relação aos países com populações mais ‘envelhecidas. A Europa e a África são dois exemplos disso. Por um lado, temos uma população potencialmente frágil na sua maioria face a pandemia, e do outro temos uma população muito mais saudável perante o mesmo problema.

O cerne daquilo que queremos aflorar é o seguinte: estamos numa situação que já leva muitos meses e sobre a qual não devemos mais usar muita tinta, pois já tivemos tempo e oportunidade para falarmos sobre os benefícios que podem surgir nesta situação de crise.

A pergunta é: já identificou qual é a sua vantagem competitiva na sua actividade? Será que já sabe em que o seu negócio ou a sua instituição é melhor do os outros? E se descobriu essa vantagem, como têm tirado proveito dela?

Há tempos, um amigo que vive num edifício de 10 andares e sem elevador (um clássico em Luanda!), contou-me que, normalmente, sempre que necessitassem de adquirir alguma coisa rápida (cebola, tomate etc.) no rés-do-chão, havia algumas quitandeiras ou vendedoras ambulantes, mas o problema era descer e depois voltar a subir 10 andares. Mas faz já alguns meses, que uma das quitandeiras decidiu não ficar apenas à espera lá no rés-do-chão e começou, de forma proactiva, a subir os andares do edifício e a bater nas portas, para propor os seus serviços. Ou seja, ela percebeu que poderia ‘tocar’ melhor aos potenciais clientes dessa maneira. Isso é uma vantagem competitiva sobre as outras que ficaram à espera! 

Trouxemos à luz este exemplo para incentivá-lo a procurar ultrapassar as barreiras e compreender que uma vantagem competitiva pode ser criada a partir de uma mente aberta! 

A sua atividade econômica tem oportunidades que dependem apenas de si, do contexto, e daquilo que os seus concorrentes (ainda) não viram e que você já detectou!

Então a dica de hoje é essa: descubra qual é a sua vantagem competitiva, saia e seja o melhor!

AGRESSIVO OU CONSERVADOR?