PARECER OU SER?
Mais do que PARECER, tem que SER

Reza a história que Pompeia, 2ª esposa do Imperador Júlio César, pagou por não parecer o suficiente, pois a ela era exigido mais do que simplesmente ser. Sem querer levantar celeumas sobre as qualidades e atributos exigidos de uma esposa, quanto mais a de um Imperador, utilizaremos o provérbio que adveio desta manifestação de ciúmes, julgamos nós, para lançar la uz sobre uma realidade bem presente nos dias de hoje:

Fala-se muito sobre a responsabilidade do marketing e dos marketeers para o sucesso dos negócios, ao marketing são atribuídos os louros pelo sucesso de mais de 70% dos negócios nesta era digital. 

É inegável a responsabilidade do marketing, mas empresas e empreendedores que busquem a consistência e fidelização dos seus clientes, mais do que um sucesso efémero, sabem que toda a comunicação, estratégia de marketing e de posicionamento da marca será em vão, se não for acompanhada de qualidade  real no momento em que  se coloca à prova (utilização do) o serviço ou produto.

O público que toma contacto com a sua comunicação, que se identifica com o seu produto ou serviço (comunicado) quererá experimentar. E não há nada mais frustrante do que criar expectativas sobre um serviço ou produto e receber outro. As expectativas do cliente definem a sua satisfação. Se o cliente sentir que não recebeu o que esperava (o anunciado) provavelmente não voltará a fazer negócios consigo. Por outro lado, se as mesmas expectativas forem atendidas (ou superadas), terá grandes probabilidades de fidelizar o cliente ou ganhar um defensor da sua marca.

Paul Farris diz em seu livro ‘Métricas de Marketing’: “Quando as expectativas dos clientes não são atendidas é comum estes avaliarem as suas experiências abaixo do satisfatório”Desde o primeiro contacto com uma marca, o cliente gera uma expectativa sobre como será o serviço oferecido, e espera um serviço proporcional.

Se à esposa de Júlio César se recomendava parecer para além de ser, para as Organizações e empreendedores, recomendamos SER para além de PARECER.

Com o PARECER nos referimos a apresentação, a atractividade da sua oferta, a forma como posiciona o seu produto e as expectativas que este posicionamento gera no público – o que você diz que o seu produto ou serviço faz, como diz e onde diz.

Já o SER se refere ao que o seu produto ou serviço realmente é, faz e proporciona.

A recomendação é ainda mais válida hoje, onde o digital tomou conta das nossas vidas e negócios. As redes sociais permitem o acesso a um mercado infindável de potenciais clientes, já as Apps e o manancial de informação disponível, tornam os mais “crus” dos profissionais em verdadeiros “ases” (no papel) do marketing, do design e da comunicação, enganando a muitos com promessas irrealistas. 

O PARECER conduz aos likesfollows e compras sem repetição, já o SER conduz à satisfação e subsequentemente, à fidelização.

Para além das razões óbvias (éticas), para um sucesso sustentável, recomendamos que invista no SER, sem desmerecer o PARECER. Se você vende fuba não diga que a sua fuba provém de mandioqueiras especiais regadas com água Évian ao som de uma orquestra sinfónica. Identifique e segmente o seu alvo, valorize os seus pontos fortes trabalhe neles, maximize-os e sim divulgue-os!

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