NEGÓCIO FAMILIAR
É possível o seu Negócio sobreviver depois de si?

Nos países ocidentais, é frequente em algumas empresas vermos o retrato de várias pessoas da mesma família 3, 4 gerações passadas e o anfitrião dizer com muito orgulho “aquele é o meu tetravô foi quem começou com este negócio,quem lançou as bases desta empresa”. E por vezes causa-nos algum espanto, como pode ter sido possível um negócio sobreviver e até mesmo prosperar, durante 4 gerações, ao ponto de pais, filhos, netos, bisnetos, conseguirem manter firme um negócio, além de prosperarem, criarem empregos, contribuírem com os seus impostos e criar riqueza!  

No caso de África (sobretudo na África subsaariana), dificilmente conseguimos identificar riquezas duradouras. Quando olhamos trinta anos para trás, quase que não conseguimos identificar um negócio familiar que conseguiu manter-se até hoje. Trinta anos... imagine então 4, 5 ou 6 gerações!

É lógico que existem vários factores para essa ausência de longevidade no historial da manutenção da riqueza entre os africanos (de raça negra), que tentaremos ver mais abaixo, sem sermos exaustivos:

A colonização – falar de 6 ou 5 gerações de gestão da riqueza familiar é quase impossível, quando sabemos que a maior parte dos países africanos está a celebrar os 50 anos de independência. A colonização, precedida ela mesma pelo tráfico negreiro, é um dos factores ‘aceitáveis’ sobre o tema. Mas, se imaginarmos que mesmo assim, tivemos entre 50 a 45 anos de independência, certamente que existem outros factores.

Modo de aquisição – a forma como as riquezas são adquiridas, condicionam a sua gestão futura. 90% das riquezas obtidas por tráfico de influência em África, prosperam menos de 10 anos. 

Modelo de gestão da riqueza – ou ausência desse modelo. A forma como a riqueza é adquirida e acumulada, dá a falsa sensação de que o ‘canal’ estará sempre disponível. Então adia-se a aposta na gestão e dá-se prioridade às oportunidades que o canal proporciona. 

Culturais – o pavor da morte e a falta de preparação da sucessão. A pessoa que gere o negócio, não se prepara para a eventualidade de não estar mais presente por razões de força-maior e, a par disso, não prepara o sucessor para o efeito e muito menos transmite o conhecimento sobre o negócio.

Educação – educação/conhecimentos insuficientes. Os precursores nos negócios familiares investem muito pouco na aquisição de conhecimentos para a sua perenização e muito menos formam os seus sucessores para o efeito. 

Os pontos acima demostram que não se trata de uma fatalidade (fate, como dizem os americanos) mas sim, de factos que podem ser revertidos.

O negócio familiar é diferente de outros modelos de negócio, por ser familiar. Entretanto, não deixa de ser um negócio, com os mesmos princípios de estudo prévio, investimento, capacitação, aquisição de conhecimento e inovação. A aposta no melhor modelo estratégico de gestão fará toda a diferença. E por mais que não viva para vê-lo, saberá que em vida, está a criar um legado que irá perdurar por 6, 7 ou 8 gerações!

Quer ser o primeiro a consegui-lo?

A RESISTÊNCIA À MUDANÇA NAS ORGANIZAÇÕES
A mudança deve partir dos seus promotores