DISRUPÇÃO
Gestão disruptiva

Dados do Ministério da Administração Pública Trabalho e Segurança Social indicam que só nos dois últimos meses, foram extintos mais de 4 mil postos de trabalho em Angola, uma realidade transversal a todos os sectores desde a Hotelaria e Restauração, Petróleos, Agricultura a Construção civil.

Empresários clamam por maior apoio por parte do governo, organizações sindicalistas defendem a criação de subsídios que incentivem a produção e protejam os trabalhadores, e em meio a essa turbulência, especialistas defendem que as empresas devam ser resilientes, que se adaptem a nova realidade, enfim, que façam acontecer. 

Apesar das boas intenções dos especialistas, os conselhos acima são comummente retorquidos com o célebre “falar é fácil”. É natural que tanto as empresas como as pessoas adoptem uma postura defensiva, pois tendo a situação atingido níveis quase que insustentáveis, começa-se a instalar o pânico e o desespero, que leva a  implementar soluções desadequadas.

Então como? 

Apesar de não existir uma ‘fórmula mágica’ para lidar com essa situação atípica e do caminho ser incerto, deixemos patente uma verdade:  as medidas do governo, fundamentais nesse contexto desafiador da economia, não serão por si só suficientes para que as empresas ultrapassem as dificuldades actuais. 

Tradicionalmente dizemos as empresas devem estar focadas nos clientes, adaptando-se às suas necessidades, possibilidades, e até mesmo vontades. Para o contexto actual tal adaptação pode ser resumida em uma só palavra: DISRUPÇÃO.  

Essa palavra agora em voga, muito por força do surgimento das startups, tem como definição a interrupção do seguimento de um processo que até à data se julgava normal, padrão e aceite. Apesar de ser associada quase que sempre a tecnologia, a disrupção pode significar apenas um corte com a forma tradicional de operar da empresa, uma nova nova forma de chegar aos seus clientes, um novo produto, ou simplesmente o mesmo produto melhorado.

Muito já se tem falado sobre a disrupção e a necessidade de no contexto actual as empresas implementarem modelos de actuação disruptivos. Mas o que dizer do Líder e do seu modelo de gestão?

A Liderança Disruptiva está ligada a criação do novo, do diferente, da melhoria contínua e das metas desafiadoras.

Mas, se por um lado as startups conseguem de forma natural traduzir e implementar esse estilo de liderança, pois já nascem conectadas com os desafios futuros, onde o foco é a busca de soluções inovadoras, para as organizações edificadas e consolidadas em padrões hierárquicos rígidos, implantar a gestão disruptiva pode se tornar grande desafio.

Um desafio, que lhe poderá render frutos a longo prazo se decidir evoluir colectivamente com os seus colaboradores.

Para tal, enquanto líder:

Posicione-se como influenciador - deverá tornar-se   no primeiro disruptor dentro da organização e incentivar o surgimento de outros, pois para que a disrupção aconteça, serão necessários seguidores e implementadores da cultura na organização.

Seja verdadeiro - a estratégia de disrupção deverá ser evidenciada no seu comportamento diário. Os colaboradores devem querer e acreditar na disrupção, leve-os a sair da zona de conforto.

Transforme-se, esteja preparado para tomadas de decisão ágeis adaptadas a mudanças de cenários, tendo sempre o futuro em vista.

Seja objectivo e decisivo - a disrupção significa fluidez, o que muitas vezes obriga a cortes com métodos, processos e até mesmo pessoas, decisões duras terão de ser tomadas com celeridade e pragmatismo.

Ninguém pode garantir o sucesso dessa empreitada. A inovação disruptiva é um investimento de alto risco, tanto do tempo quanto dos recursos financeiros da empresa. Ela deve trazer novos valores, novas perspectivas e novos pontos de vista.

Ainda que a inovação seja algo completamente diferente, ela deve ser sustentável. Se não for relevante por um longo período de tempo, será esquecida ou ignorada e os investimentos da empresa terão sido em vão.

Com isso em mente, você está quase pronto para implementar a inovação disruptiva em sua empresa. 

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