DIAMANTE OU CARVÃO?
Como Gestor, o que você tem promovido?

" O tempo coloca cada coisa no seu lugar". 

Este provérbio faz mais sentido quando falamos do diamante e do carvão, duas substâncias com a mesma composição, cuja acção do tempo determina a forma definitiva.

O diamante é formado a partir de altíssimas pressões do magma presente no interior da terra (várias camadas abaixo). Durante vários séculos, camadas de magma são depositadas umas sobre as outras. Com o tempo são petrificados e daí resulta o diamante. Por sua vez, o carvão surge da decomposição de folhas, vegetação e árvores. Igualmente formado em baixo da terra, mas não tão profundo como o diamante, onde as temperaturas se elevam em relativa pressão. É fruto de mudanças físicas e químicas propícias a essas condições, num tempo inferior ao do diamante.

Do ponto de vista físico-químico, carvão e diamante são praticamente idênticos. Ambos são minerais formados quase que exclusivamente por átomos de carbono. A diferença está apenas no modo de ligação desses átomos. A estrutura do carvão é desalinhada e desorganizada, enquanto que a do diamante é alinhada e simétrica. 

Como gestores ou líderes, muitas vezes confundimos o carvão com o diamante, e vice-versa. Pior ainda, na maior parte das vezes, não sabemos distinguir uma coisa de outra, dando exposição ao carvão e queimando o diamante! E o resultado é justamente... a falta de resultados! O diamante nunca irá produzir a temperatura que necessitamos e muito menos o carvão o brilho esperado. No final, perdemos o carvão (que talvez se tornaria em diamante um dia); o diamante (que já foi carvão e que não necessitava de passar pelo mesmo processo de novo) e, por fim, perde a organização, que necessitava de cada um no seu lugar mas, não pôde (ou não quis) reconhecer as propriedades de um e outro.

O tipo de gestores e de gestão que temos no nosso país, ainda é (infelizmente), inclinado a fazer essa troca de forma consciente e voluntária. Falando claramente, na maior parte das organizações, os verdadeiros diamantes não são polidos, talhados e colocados na montra para o aumento do valor institucional, mas são usados como carvão. Ao contrário, muitos gestores esforçam-se em descobrir rapidamente o carvão, a fim de usar-lhes como diamantes, para não deixarem brilhar os verdadeiros diamantes. Somos um dos poucos países no mundo onde as pessoas de talento são combatidas, ao invés de serem mais bem aproveitadas. Não é esta a (única) causa do nosso relativo atraso em termos de desenvolvimento, mas sem sombra de dúvidas, é uma das principais.

Nas organizações existem diamantes e carvão, cada um com a sua função. Mas a partir do momento em que um e outro estão com a sua forma definitiva, devemos tratá-los, de acordo a sua natureza.

Como gestor, qual tem sido o seu papel em relação ao diamante e o carvão? Tem sabido diferenciá-los? Ou tem usado o diamante como carvão e vice-versa? É dos gestores que combate a competência e promove a incompetência?

 Podemos ajudar-lhe a mudar esse quadro!

"BATER CAFÉ"
O MARKETING DE GUERRILHA